Me sinto só

sábado, 25 de agosto de 2012

O silêncio



O silêncio diz tudo
Ao mesmo tempo que nenhum verbete por ele é dito
Tem mais força do que se for escrito
Tem direção e chega mais fundo

Calar-se é abster-se?
Abster-se é desencorajar?
Mas, coragem pra desistir de discutir ao se preservar?
O silêncio dita as r
egras de quem quis dizer e não o escutaram.

Jay Khyl

quinta-feira, 17 de maio de 2012

...

Um tempo atrás, nem tão distante assim
Perdido eu, a direção fugia
Estrada esburacada que não dava vista ao horizonte

Encontrei meu caminho
Ao te encontrar e me ancorando
Com teus olhos me hipnotizando

Não me perco em maremotos
Tu és âncora, ensejo
Desejo sempre e para todo sempre
Que esteja me inspirando em escrever tais versos
Simples, porém sinceros

Jay Khyl p/ vc

terça-feira, 15 de maio de 2012

Saber

Sei por que as pessoas se apegam em coisas subjetivas para impulsionar uma sensação de felicidade.
Sei também que tudo é passageiro, nem mesmo a vida é eterna, nem mesmo a alma.
Pois, para algo existir tem de ser percebido, e a alma não é percebida eternamente.
O legado sim, mas o legado é só matéria e os sentimentos são esquecidos.
Os legados se tornam ruínas.
Quem achávamos que éramos não somos.
Quem achávamos que eram não são.
E nesse achismo, a nossa compreensão se ilude e não chegamos a concluir uma tese.
E vamos vivendo, pulando de um sentimento ruim para um bom.
Alternando entre fatos concretos e fatos imaginados concretos.
A imaginação move o homem, mas nem sempre para o melhor.
O amor completa o homem, mas às vezes tira mais do que dá.



Jay Khyl

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Apego e desafeto

A paixão nos deixa insanos
Pensando que tudo é possível
Por mais incrível, é moléstia
A inércia que nos faz pensar não vive nela
Abrimos uma janela que o desespero é forte
Nós fracos...

O amor é lindo por não ser vivido
Quando nasce e sobrevive não o reconhecemos
Confundimos a paixão com o amor
Os dois são parecidos, mas nem ao menos parentes são
Um mora na dor da mente e o outro precisa de outro coração


Jay Khyl

domingo, 20 de fevereiro de 2011

E então acordei

Algumas vezes na vida o Sol brilha
À noite a Lua sorri e tudo parece nos trilhos
Os risos, que outrora não faziam falta
Agora são vitais e nunca o amanhecer será o mesmo
Fadas não existem e agora eu sei

É inconcebível descobrir que antes era feliz por pura ignorância
E conhecendo agora sou infeliz
Não dava importância e agora não consigo
Me disse apenas como amigo
E o vazio se fez

Junto os cacos que sobraram, e minha dignidade pelo menos
Vou andando, penso e sinto
Antes não a ter conhecido.

Jay Khyl

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Sorriso Inebriante

Quando ao longe se vê o Norte
Mas, não se tem uma direção
Sente-se na contramão
E a paz não habita um cofre

O tempo desgastado pelo próprio tempo
Traz consigo o vento de uma desesperança
Faz-se forte o alvorecer do dia
Ainda que não apareça a mudança que talvez traria

O sorriso inebria o expectante
Que aguardava o temor e encontra o maravilhoso
Orgulhoso de ser escolhido

Para ser o observador de tamanha prova
Que nem a prosa e o versos juntos
Poderiam causar maior conforto

O sorriso dela hipnotiza pupilas e entorpece o observador
Ante a bela e formosa expressão
Que antes distante estava do cerne do coração

E por mais que nasçam canções de amor
Nenhuma será tão quanto a gargalhada

Linda...


Jay Khyl

domingo, 21 de setembro de 2008

Apocalipse

Eu vejo tantas coisas e transcrevo pro papel
Um latifúndio de inferno e apenas um alqueire de céu
Já não me escandalizo com tragédias no telejornal
O apocalipse já se tornou banal
O estranho hoje é se importar
Pois é meu amigo, não tenho nem vontade de continuar...

  Jay Khyl

Terror

Um dia desses sentindo o terror imposto pelo silêncio,
Posto pela ausência de tua voz,
Vi-me ao espelho e não desconsiderei
As lágrimas como algo
Parou-se o tempo...

E meu caminhar que fora feliz e só
Agora é melancólico
Pois depois de ti, vivo acompanhado
Pela solidão...

Não posso conceber vê-la e não tocá-la
Desejá-la em devaneios que meu consciente não controla
O coração dispara...

E fico paralisado observando
Os primeiros raios da aurora
Que atenuam a tua falta

Jay khyl

Razão

Os intelectuais buscam razão,
Sobre a razão,
Pela qual a razão,
Não tem razão

Os céticos buscam argumentos,
Sobre provas,
Para descaracterizar fatos notórios

Os moralistas tentam camuflar,
Sua falta de moral,
Com eloqüentes discursos vazios,

Os poetas...

São apenas poetas.

Jay Khyl

Dias de Novembro

Não agüento mais esses dias cinzas
Eu não quero mais neblina na minha

Existência, inópia e inóspita
Nem minha rima quer viver aqui

Assim quero que o ponto final dessa história
Chegue logo, por favor, chegue logo
Chegue logo e mate essa dor

Não agüento mais a imagem do espelho
Não agüento mais tanto desespero
Não agüento mais ser repetitivo

Não quero mais lamentar ao seu ouvido
Que não ouve e eu sei que não quer ouvir
Pois esses dias cinzas todos tiveram ou terão
Sem falir o pensamento mesmo falhando na vida
Do chão é destino, quando esta se esquiva.

Jay Khyl

domingo, 15 de junho de 2008

Me sinto só

Eu me sinto tão só
Me sinto sem voz
Me sinto tão triste

Eu sigo sem rumo
Não enxergo o futuro
Pois meu mundo é você do meu lado

Eu me sinto presa
Não vejo a beleza
Que não seja a beleza dos teus olhos

Eu me sinto tão só
Seu amor ausente é o meu algoz
Entre nós o que há é eterno e infinito

Porque eu te quero tanto
Mas você não sabe o quanto
Estou sofrendo em silêncio e você não vê

Porque eu te quero tanto
Mas você não vê o quanto
Estou sofrendo sem você ao menos saber

Eu sinto sem ar
Sem ti não consigo respirar
Pra te amar não posso nem pensar em sofrer

Eu pressinto que nunca
Serei a mesma ou serei tua
Pois a Lua disse que o amor é ilusão

Porque eu te quero tanto
Mas você não sabe o quanto
Estou sofrendo em silêncio e você não vê

Porque eu te quero tanto
Mas você não vê o quanto
Estou sofrendo sem você ao menos saber.

Jay Khyl

domingo, 13 de abril de 2008

Ponto final

Preso sofro,
Livre paro,
Olho e sonho,
Tenho o que não dá.

Vivo com os restos que até minha caneta falha,
Se conseguir terminar de escrever,

Então...

Vou parar por um instante para encontrar,
Uma frase de efeito para me fazer de genial,

Ponto final!

Jay Khyl

quinta-feira, 3 de abril de 2008

Beleza verdadeira

Se bela,

Fosse pra sempre minha
Ainda que o pôr-do-sol sejas inquieto
Teria em trova, devaneio e verso
A arte do raiar de um novo dia
Em meio ao caos e a cobiça

Egoísta eu,
De amar-te por inteiro
Ser autor de um conto lancinante
É meu punho fraco
Que me entrega de pranto e fardo
A falta de tê-la como amor,
E mais ainda como amante

Teclas em vão batem
Redes e raios de tecnologia
Que não substituem os pulsos ágeis
Que aceleram ao vê-la

Pela vida, eterna e infinita
Pelo longo e árduo caminho
Certeza tenho,
Que conquistá-la é meu ofício.

Jay Khyl